DUO COLIBRI, COLIBRIZANDO POR AÍ…

Bach/Avena -18/10/2019

UMA PARCERIA FRANCESA E BRASILEIRA

DUO COLIBRI, COLIBRIZANDO POR AÍ...Um encontro interessante e que deu certo: a francesa Lawrence Pottier e a brasileira Daniele Cruz. Elas se conheceram no Rio de Janeiro e daí não se largaram mais. Daniele se encantou pelo trabalho que a francesa estava fazendo. Resolveu então estudar na França no conservatório que Lawrence ensinava; lá realizaram muitos trabalhos artísticos e assim foram se conhecendo. Não se perderam mais de vista. Seguindo em frente foram ampliando suas pesquisas e realizaram muitos projetos musicais e pedagógicos na França e no Brasil iniciando assim um trabalho conjunto. Realizaram concertos na França e no Brasil, trocavam ideias e assim o trabalho foi fluindo.

DANIELE DESCOBRE CEDO SUA VOCAÇÃO

Daniele conta:_“Descobri a flauta doce ainda muito menina, quando tinha cinco anos e fiz iniciação musical. Apesar de experimentar outros instrumentos, me identifiquei mesmo com a flauta doce, que foi o primeiro que escolhi.”

NASCE O DUO COLIBRI

Depois de muitos anos se comunicando, tocando e muitas experiências, surge então a parceria. Foram trinta anos se conhecendo, afinando e compartilhando partituras para alcançar o melhor som de seus instrumentos. Foi desse encanto e imensa paixão pelo som maravilhoso da flauta doce, do trabalho compartilhado que surgiu a parceria entre a brasileira Daniele Cruz e a francesa Laurence Pottier e o nome oficial de Duo Colibri. “O Duo Colibri tem sido o resultado de uma longa e produtiva parceria”, disse Daniele.

DUO COLIBRI, COLIBRIZANDO POR AÍ…

O CD CONTINENT(E)S

Este trabalho para a produção do CD foi assim, fruto de muita pesquisa das composições do século XVI ao século XXI do Brasil, França, Holanda, Itália e Alemanha. A produção de “Continent(e)s“, seria um CD voltado para flauta doce, com o objetivo de divulgar adicionalmente a música escrita para o instrumento. Por fim, para a concretização do projeto, a dupla procurou a Empresa Catarse para conseguir realizar o seu intento. Precisava de dinheiro para arcar com as despesas de gravação, mixagem e cessão dos direitos autorais do compositor Osvaldo Lacerda, entre outras demandas. O prazo para conseguir arrecadar o montante seria até o dia 19 de junho de 2019.

O SITE CATARSE

CATARSE é um site que propõe viabilizar os projetos que as pessoas trazem, planejando e orientando como conseguir recursos para a viabilização da proposta. Catarse tem uma equipe de quinze pessoas espalhadas pelo Brasil que tem por objetivo dar assessoria aos seus clientes. Ela não possui investidores e é independente. A equipe dá suporte que ajuda a planejar e promover uma campanha de arrecadação para financiar as custas de todo o projeto. Daniele e Lawrence optaram assim, pelo financiamento coletivo através de duas campanhas simultâneas, no Brasil e na França, por se tratar de um duo franco-brasileiro, facilitando dessa forma a participação do público dos dois países.

A SELEÇÃO DAS MÚSICAS

Elas decidiram fazer uma seleção refinada do que vinham tocando ao longo de suas carreiras. “Priorizamos compositores que indicam aquela composição para a flauta doce e com as quais temos empatia; _se as duas se sintonizam bem com a peça, se acham agradável, interessante”; “Ultimamente, temos escolhido também compositores de Pernambuco que têm escrito para o Duo. Também temos essa função: além de divulgar o repertório geral da flauta doce, levar esse ineditismo que é, essas peças compostas para nós, explicou Daniele.

COMO SERIA O REPERTÓRIO

Outra possibilidade seriam composições do século XVI ao século XXI; assim muitos países seriam percorridos: a Inglaterra da época Elisabetana com Thomas Morley e John Baldwine, a Holanda e a Itália com Jacob Van Eyck (Veja postagem sobre Jacob Van Eyck neste Blog clicando no link a seguir: https://conclavedesol.mastermusica.com.br/jacob-van-eyck), a França com François Couperin e Jacques Hotteterre, a Alemanha com Georg Philipp Telemann, e do outro lado do Atlântico, o Brasil, com obras dos séculos XX/XXI de Osvaldo Lacerda, Ricardo Brafman, Lúcia Cysneiros e Emanuel Santana.

NOSSO OBJETIVO

Estamos sempre levantando essa bandeira de que o público precisa ser formado, educado, para que possamos ir além do público universitário, de estudantes de música erudita. E é um gênero musical que tem uma aceitação boa, desde que a música seja feita e se apresente com qualidade”, relata Daniele. A esperança é que o CD ajude o público a crescer, proporcionando que outras pessoas tenham acesso a esse repertório. Não podemos dizer que seja um consumo enorme, mas isso depende de educar o público para isso, do que se oferece às pessoas, como políticas culturais”, explica Daniele.

DIREITOS AUTORAIS E ESPAÇO PARA GRAVAÇÃO

A dupla conseguiu algumas coisas que vieram facilitar a execução de seus projetos. Os compositores Ricardo Brafman, Lúcia Cysneiros e Emanuel Santana cederam igualmente os direitos autorais para o disco, e o Instituto Ricardo Brennand disponibilizou também o espaço para a gravação do CD. (Brennand foi um empresário brasileiro e colecionador de arte, fundador do Instituto Ricardo Brennand – Recife) cujo acervo inclui em suma, a maior coleção particular de pinturas de Frans Post no mundo. (Frans Post – pintor neerlandês).

Instituto Ricardo Brennand

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VARIEDADE DE TIMBRES

CONTINENT(E)S‘ é o primeiro CD do Duo Colibri. Iremos ver nele através da música passar de um mundo a outro, transpondo-se dessa forma sonoramente a distância oceânica. O repertório apresenta assim, uma grande variedade de timbres, diálogos, estilos e texturas que esperam o nosso ouvinte. Nada menos que 15 flautas doces darão vida a composições que vão do século XVI ao século XXI. Muitos países serão percorridos: a Inglaterra, a Holanda, a Itália, a França, a Alemanha e o Brasil com obras dos séculos XX/XXI de Osvaldo Lacerda, Ricardo Brafman, Lúcia Cysneiros e Emanuel Santana, estas últimas registradas pela primeira vez pelo Duo Colibri, orgulhoso pelas novas aquisições em seu repertório.

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CONCERTOS

O Duo Colibri já se apresentou em diversas cidades brasileiras: Rio de Janeiro (2015), Brasília (2016), Recife (2015 e 2016), Petrolina (2017); Duo Colibri realizou também dois concertos comemorativos dos 15 anos do Instituto Ricardo Brennand (Recife); e no exterior apresentou-se nas cidades americanas de Morgantown (West Virginia University) e Pittsburg (American Recorder Society); o Duo realizou dois concertos na França (Paris e Bry-sur-Marne) e dois na Alemanha (Magdeburg e Neuss). O público admira muito o trabalho e a excelente performance das artistas. Admira também o repertório eclético que apresentam. Este repertório é pouco comum para o instrumento flauta doce.

POR QUE O NOME DUO COLIBRI?

CURIOSIDADES SOBRE O COLIBRI

Por que o nome de Duo Colibri nesta parceria? Conclave de Sol resolveu pesquisar sobre o Colibri. COLIBRI é uma ave também conhecida como Beija-Flor. É símbolo de alegria e energia. As aves são pequenas. Tem plumagem colorida e brilhante. Suas penas são iridescentes, isto é, refletem as cores do arco-íris mesclando amarelo, verde, azul e violeta. Mostram essas cores de acordo com o movimento que realizam e a luz que os iluminam. Conseguem ficar paradas no ar e são capazes de voar para trás. Conseguem bater as asas 200 vezes por minuto.

POR QUE SERÁ ESCOLHERAM O NOME DE DUO COLIBRI?

O coração pode bater 1.200 vezes por minuto quando em voo. Suas asas são finas e compridas, assim conseguem voar rapidamente. Voam de flor em flor tirando-lhes o néctar. Todas as espécies têm uma mancha de cor violeta atrás dos olhos. No Brasil existem 84 espécies de Beija-Flores. O Colibri é nativo apenas nas Américas. Uma espécie denominada Florisuga FuscaBeija Flor Preto tem um canto tão agudo que é inaudível para as outras espécies de aves. O canto desta espécie tem três silabas brevíssimas: tli…tli…tli…

Florisuga FuscaBeija Flor Preto
Duo Colibri – Canja

FONTE:



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